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domingo, 13 de janeiro de 2013

Breve divagação sobre as relações virtuais


Uma das coisas que eu acho mais engraçadas e que mais me intrigam nas redes sociais é a tal ilusão de contato.
As pessoas acham que te conhecem inteiramente, tiram conclusões, formulam teorias e são até capazes de afirmar com toda a certeza o que se passa na sua vida só baseado naquilo que elas vêem sobre você ou vindo de você.

E o mais surpreendente, ou não, é que todas as tais conclusões são baseadas no cruzamento de dados "o que eu vi" com "o que eu concluo sobre", ou seja, não importa o que seja o fato real, ninguém leva em consideração que o assunto ali possa ser outro além daquele que eu quero acreditar que seja, e aparentemente ninguém questiona a veracidade daquilo em que acredita sem provas ou conhecimento de causa. Além do obvio, claro, que ninguém leva em consideração o que o interlocutor quis dizer, apenas o que se quer entender.

E digo isso de experiência própria já que coleciono uma lista maior que gostaria de faniquitos e problemas de relacionamentos começados por interpretações pessoais, parciais e errôneas de fatos que eu "vivenciei" por alguma rede social, e também pelos relatos que ouço dos amigos. As pessoas hoje me dia agem como se as redes sociais fossem o centro e foco das suas vidas e por isso portadoras da verdade absoluta.

Por mais que eu use o tempo inteiro as tais redes sociais mantenho sempre o foco de que elas são apenas uma parte da minha vida e não o centro e razão de tudo, e posso dizer que as melhores partes definitivamente são as que ficam em off, (Sim pessoas, pra decepção de vocês, minha vida é muito mais legal que a minha timeline).
E sei bem que, quanto mais sentimentos reais envoltos num relacionamento virtual, maiores as chances de cada um ver apenas aquilo que quer ver e se esquecer em absoluto de averiguar a verdade.
Mas é sempre que a coisa se inverte e eu passo a ser a "vitima" da conclusão alheia que percebo o quão freqüentemente e o quão habituados estamos a acreditar no que concluímos, sem questionar o que quer que seja.

Tá aí um assunto que eu tenho muita vontade de estudar, sabe?

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Bebo pra esquecer que você não está aqui.
Mas se estivesse beberia para comemorar.

domingo, 25 de novembro de 2012

Sobre música e sincronismos

A cinco anos atras uma popular cantora brasileira lançava, após um longo período sem gravar, um disco que na verdade eram dois, totalmente inéditos e com os quais, na época, me identifiquei bastante. Estes discos traziam musicas que falavam de liberdade, do novo, de assuntos que andavam "na moda" na minha vida, naquele tempo. 
Tanto me encantaram que uma dessas musicas acabou virando o título do blog e continua falando sobre mim, e por coincidência também marcaram o inicio de um relacionamento que começava. A leveza daquelas músicas era também a leveza daquele momento da vida.

Hoje, cinco anos depois, essa mesma cantora, volta a lançar um disco inédito. E novamente parece acertar o tom da sua música com o da minha vida. 
Já na primeira audição senti os olhos cheios d'água com uma letra que, mais uma vez, trazia o enredo do meu momento descrito, e ainda é difícil descrever o sentimento que essa musica me causa, um misto de desespero e resignação, cortando o coração e gritando o vazio onde ecoa o fim.

Dessa vez não um sentimento florindo, não a alegria de um começo, mas o vazio resignado de um fim. A história de uma história que se encerra como tantas outras, com bons momentos que se tornam lembranças que ficarão esquecidos em algum canto da memória, e com a parte mais triste de todo amor, o momento em que se percebe que ele acabou. 

Aquele exato momento depois do luto, da negação, das juras de nunca mais conseguir viver sem você, depois da bebedeira e das tentativas histéricas de se prender àquele fio de existência. Aquele momento de um vazio absoluto onde raiva, carência e desespero se misturam e formam um bálsamo analgésico chamado resignação.
Essa resignação que aparece naquele dia em que se acorda de ressaca pra descobrir que a vida anda toda sorrisos e sábados de sol, que as lágrimas não te cabem mais e o vazio anda preenchido de você e da sua absoluta paz em ser sozinho.  

No dia que se percebe que aquele amor se foi, de mala e cuia, e agora existe um espaço imenso de nada. Aquele dia em que a solidão não dói, a saudade não aperta o peito e não há mais nada pelo que esperar. Aquele momento que só chega depois do amor devidamente sepultado, lamentado, sofrido em todos os seus ângulos agudos e dores obtusas. 

Todo sentimento de um fim nos versos de uma canção. 


Obs: não por coincidência a cantora é a Marisa Monte, com seu infinito particular, que lançou no inicio desse ano o "O que você quer saber de verdade?", cuja música que dá nome ao disco, é claro, já vem invadindo o espaço deixado pelo meu "Depois".

terça-feira, 11 de setembro de 2012

vou fazer um bilhetinho e colar no meu mural, pra não me esquecer disso quando meu "príncipe" chegar...

"Quando você achar um namorado você vai ficar feliz, mas entre o ficar e o ser feliz, existe um longo caminho. Caminho no qual você terá que lembrar todo dia o que é cultivar um relacionamento. E isso pode parecer batido e antigo, mas é a pura verdade. Porque assistir filme toda sexta-feira cansa, transar na mesma posição enjoa, ver o outro com “roupa de ficar em casa” faz perder todo o encanto, dar beijo com bafo de acabei de acordar só é lindo no primeiro mês, ter que ir à festinha de aniversário da sobrinha dele em pleno sábado faz você sonhar com a balada. E aí, se não você não souber cultivar, se você não souber sair da rotina, se você não souber inovar, minha amiga, seu namoro estará fadado ao fracasso."

fragmento desse texto aqui !

terça-feira, 28 de agosto de 2012

...e então que foi assim, com uma mensagem evasiva, quase reticente que a ficha caiu.
"Ele não quer. Não mais."
A conclusão, óbvia pro resto do mundo mas tão difícil pra mim, enfim é essa mesmo.
Se ele não é um babaca, e nem um covarde, então não tem mesmo outra explicação possível. Ninguém, por mais perdido que esteja, precisa de tanto tempo pra decidir se a companhia de alguém é interessante o suficiente pra quere-la.
Esse medo de um comprometimento nunca foi parte dele. Ele nunca se refutou a assumir todos os espaços que ocupávamos antes, como um par. Então me resta apenas a opção de acreditar que não se trata de medo, mas sim de ausência de vontade.
Sabe como?
Não é exatamente uma descoberta agradável, não é uma dessas que trás alivio ou sossego. Não não. Esta mais para um exercício infinito de paciência, coisa que me faltam baldes, do qual eu não vou gostar nem um pouco. Mas determinação é meu segundo nome, amigo, ainda que minha auto indulgencia viva me sabotando e mesmo que meu coração bobo acredite sempre que da próxima vez vai ser diferente.
Essa ausência de um ponto final contundente vai me fazer ter muitas crises de ansiedade ainda, e passar dias e noites esperando por um telefonema ou mensagem que não vem. Vai abrir frestas pra minha indulgencia me fazer acreditar que tudo bem, só dessa vez, não vai me fazer mal. Essa sensação de reticências dói como um grande abismo. E eu vou precisar de coragem pra viver um dia de cada vez sem morrer ao fim de cada um.
Até que um dia desses o tempo vai passar e aí o que não foi não é. Nem será.


terça-feira, 26 de junho de 2012

... e assim a vida vai seguir... um pouco mais triste, um pouco mais sem graça, um pouco mais vazia.

me desconectando do que restou da esperança, da saudade, do sentimento.
certezas... só temos da morte... mas viver assim na angustia dessa espera, desejando o que não mais me quer e sonhando com o que não me deixa dormir já não é comodo.
Então me vou... assim reticente, com todos esses sentimentos entalados na garganta, e todas as duvidas, que teria jogado pro alto em troca de um sim, mas que já não fazem mais o menor sentido.
E já que não tenho cais pra aportar, quem sabe agora não me lanço ao mar aberto em troca de percorrer o mundo.

"quando eu ouço as canções que eu fiz pra você
o tempo vem dizer
o que o tempo deve ser
o espaço em que agora o meu passo chegar
vai dizer:
- amanhã já é outro lugar
eu juro que é melhor enfim
eu juro vai ser melhor assim
eu já não ligo mais para você
hoje não canto
não falo, não saio, não durmo bem
os tênues fios que me ligam a você estão hoje em prantos
e no entanto arriscamos tanto nos envolver
desligo você
nus, deslizamos
pra que te esquecer
se o amor é tanto?
existo em você
por louco engano"


terça-feira, 12 de junho de 2012

Gramaticalmente falando

Troquei a agonia das virgulas e o vazio das reticências pela dor do ponto final.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Conclusão do dia:

Quando tiver meu próprio cafofo quero um banheiro cheio de sabonetes cheirosos e coloridos.
Não tem coisa mais agradável que um banho perfumado antes de cair na cama.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quando o laço vira nó

Mal amanheceu o dia e eu já sinto a tristeza a me fazer companhia.
Suspeito que ela passou a noite velando minha cabeceira e antes que eu esteja realmente acordada ela se aconchega no meu peito, me enlaça em seus braços e repousa, serena, pra meu desassossego.
É tão insuportavelmente ruim me sentir tão triste tão logo o dia amanhece.
Esse vazio assombroso cavado pelas perguntas que ficaram sem respostas, e pelo mundo de expectativas vazias.

Estou me consumindo aos poucos. Na aflição e na ansiedade de esperar por essa resposta que não vem. Na tristeza de imagina-lá e não querer acreditar no que meu pensamento deduz. Por mergulhar num sentimento que sabia eu era insalubre desde o inicio. Por tentar manter as rédeas de um coração sem limites. Por tentar manter o que me atinge dentro do que posso suportar pois foi tentando não me machucar que me atirei nesse abismo sentimental.

Conviver com a dúvida é a pior coisa que pode acontecer com um ser humano.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

E a conclusão na qual esbarro é que nada de bom pode advir de algo me traz essa gama de sentimentos negativos.
Nada que me faça sentir dessa forma que me sinto agora pode ser algo agradável.  E como poderia algo bom me trazer tanta angustia e ansiedade?

Mas começo por admitir que a culpa é mesmo minha, por criar expectativas em relação aos fatos, expectativas essas responsáveis por essa ansiedade que sinto agora. E uma vez de posse das causas somente cabe a mim acabar com o problema, o que significa colocar um ponto final nesta história incompleta e no motivo de tanta aflição.
Cansada de remoer as meias verdades que enxergo e esperar por uma resposta que não vem. Cansada de esperar que decidam por mim. Melhor acolher minhas dores e por fim à essa espera que me consome um pouco a cada hora.

domingo, 27 de maio de 2012

E numa manhã de domingo eu me surpreendo ao descobri que já não reconheço mais a sua voz.

terça-feira, 27 de março de 2012

E a conclusão bizarra, e talvez um pouco frustrante
É de que não foi o sexo ruim que estragou o relacionamento,
Mas sim o relacionamento ruim que estragou o sexo.

sábado, 17 de março de 2012

E eis que chega então aquele convite tão ansiado e desejado.
Meses depois do desejo ter saído pela porta e não mais voltar.
Do alto da sua self esteem, não enxerga o que está embaixo do nariz e acha mesmo que o mundo parou pra te ver passar.

terça-feira, 6 de março de 2012

Separar amor e sexo é fácil.
Difícil é separar o ciúme.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Era uma vez...

... Uma história de intrigas e traições onde uma desavisada  protagonista inocente cai de paraquedas e acaba condenada como única contraventora e culpada. Depois a história vira um circo e ela é promovida a palhaça.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Divagações em uma tarde chuvosa

Parada a beira da falésia
abaixo de mim apenas o abismo e as ondas do mar
acima de minha cabeça apenas o ceu nebuloso e uma chuva torrencial
em vestes negras, externando meu luto
não sinto nada
apenas o impulso vigoroso de me jogar neste abismo
imagino o sabor das ondas
o delizar do vento
na queda vou me despedindo de tudo que abro mao, tudo que deixo para tras
abandono a mim e aos meus pelo prazer desta descida
quero mergulhar no mar negro e revolto sob meus pés
meu peito grita e sufoca como se somente o ar desta queda me pudesse fazer voltar a respirar
penso que caso esse abismo que me atrai não seja fundo o suficiente para comportar um mergulho
que acabarei mais uma vez despedaçada nos rochedos
e apenas o meu sangue se misturará àquelas aguas, sem me trazer qualquer satisfaçao
pois nao terei me entregado inteira à profundeza dessas aguas.
Mas nao sinto medo
A pespectiva do fracasso nao me assusta
So me importa que eu possa me atirar pra dentro desse mar infinito e sombrio
expressão da minha propria loucura, dos sentimentos que carrego em mim
so me importa que eu me apaixone
por essa força da natureza que me atrai desesperadoramente
e, impiedosa,
nao me deixa recuar mesmo sabendo que a queda será provavelmente o meu fim.
Só me resta viver essa paixao louca, esse desvario
deixar que o rastro de destruiçao se extenda
e aceitar tudo o que esta queda vem findar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2011 se foi mas seus fantasmas ainda estao aqui pra me fazer companhia.
Se juntam ao meu redor pra contar histórias, que invadem meus sonhos e me perturbam o sono.
Deixam em mim essa ausência infinita.

domingo, 25 de dezembro de 2011

-Então... é natal. O que você fez??

-Porra nenhuma pra falar a verdade.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Porque eu tenho andado inspirada, distraída, buscando uma vida com menos peso e mais leveza. Porque dentro de mim cabe esse mar de sentimentos contraditórios esse arroubo de emoções insanas e essa paz, essa calma que convive de mãos dadas com a ansiedade que me faz suspirar.


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Ah can I play myself again?
Or should I just be my own best friend?
Not fuck myself in the head with stupid men"

Sem mais para o momento.