domingo, 13 de janeiro de 2013

Breve divagação sobre as relações virtuais


Uma das coisas que eu acho mais engraçadas e que mais me intrigam nas redes sociais é a tal ilusão de contato.
As pessoas acham que te conhecem inteiramente, tiram conclusões, formulam teorias e são até capazes de afirmar com toda a certeza o que se passa na sua vida só baseado naquilo que elas vêem sobre você ou vindo de você.

E o mais surpreendente, ou não, é que todas as tais conclusões são baseadas no cruzamento de dados "o que eu vi" com "o que eu concluo sobre", ou seja, não importa o que seja o fato real, ninguém leva em consideração que o assunto ali possa ser outro além daquele que eu quero acreditar que seja, e aparentemente ninguém questiona a veracidade daquilo em que acredita sem provas ou conhecimento de causa. Além do obvio, claro, que ninguém leva em consideração o que o interlocutor quis dizer, apenas o que se quer entender.

E digo isso de experiência própria já que coleciono uma lista maior que gostaria de faniquitos e problemas de relacionamentos começados por interpretações pessoais, parciais e errôneas de fatos que eu "vivenciei" por alguma rede social, e também pelos relatos que ouço dos amigos. As pessoas hoje me dia agem como se as redes sociais fossem o centro e foco das suas vidas e por isso portadoras da verdade absoluta.

Por mais que eu use o tempo inteiro as tais redes sociais mantenho sempre o foco de que elas são apenas uma parte da minha vida e não o centro e razão de tudo, e posso dizer que as melhores partes definitivamente são as que ficam em off, (Sim pessoas, pra decepção de vocês, minha vida é muito mais legal que a minha timeline).
E sei bem que, quanto mais sentimentos reais envoltos num relacionamento virtual, maiores as chances de cada um ver apenas aquilo que quer ver e se esquecer em absoluto de averiguar a verdade.
Mas é sempre que a coisa se inverte e eu passo a ser a "vitima" da conclusão alheia que percebo o quão freqüentemente e o quão habituados estamos a acreditar no que concluímos, sem questionar o que quer que seja.

Tá aí um assunto que eu tenho muita vontade de estudar, sabe?

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