... e assim a vida vai seguir... um pouco mais triste, um pouco mais sem graça, um pouco mais vazia.
me desconectando do que restou da esperança, da saudade, do sentimento.
certezas... só temos da morte... mas viver assim na angustia dessa espera, desejando o que não mais me quer e sonhando com o que não me deixa dormir já não é comodo.
Então me vou... assim reticente, com todos esses sentimentos entalados na garganta, e todas as duvidas, que teria jogado pro alto em troca de um sim, mas que já não fazem mais o menor sentido.
E já que não tenho cais pra aportar, quem sabe agora não me lanço ao mar aberto em troca de percorrer o mundo.
"quando eu ouço as canções que eu fiz pra você
o tempo vem dizer
o que o tempo deve ser
o espaço em que agora o meu passo chegar
vai dizer:
- amanhã já é outro lugar
eu juro que é melhor enfim
eu juro vai ser melhor assim
eu já não ligo mais para você
hoje não canto
não falo, não saio, não durmo bem
os tênues fios que me ligam a você estão hoje em prantos
e no entanto arriscamos tanto nos envolver
desligo você
nus, deslizamos
pra que te esquecer
se o amor é tanto?
existo em você
por louco engano"
terça-feira, 26 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Desventuras em série
Episodio: o 12 de junho
12 de junho é uma dessas datas boas pra dar tudo errado. Os meus sempre acabam em desastre, ou algo muito próximo disso. Esse ano não ia ser diferente.
Tava tudo indo bem, nos conformes e previstos até que eu resolvi ir jantar depois do trabalho. Sozinha, sim, porque não? Péssima ideia querer ir a qualquer lugar hoje.
O trânsito aquele inferno e mesmo assim, ignorando os sinais, lá fui eu, naquele supermercado que tem um japonês delícia, crente que iria estar vazio né? Afinal quem vai jantar no supermercado nesse dia?? Não né?? NÉÉÉ??? Não, gente, tava lotado.
Aí eu pergunto: Cadê o bom senso dos machos desse mundo?
Esperei uma boa meia hora até descobrir que tinha pedidos infinitos na frente e provavelmente eu só ia sair de lá amanhã.
Desisti.
Deixa pra um dia que os homens levem suas mulheres pra um motel e não pro japonês do supermercado. Aí procurei dinheiro pro busão e... não tem. Quem inventou que bus não recebe cartão de credito? Bom andei até o banco, tirei o dinheiro e fui pro shopping. Direto pro fast food de massa, que ao menos é bom pra caramba.
Pedido pronto e pago hora de lutar por um lugar pra comer. É revoltante ter que dar 10 voltas na praça de alimentação e praticamente brigar com uma folgada em grupo por um lugar único numa mesa que já tinha um casal do outro lado. Mas o casal foi simpático comigo e me cedeu o lugar já que eu tava a horas com o prato na mão.
Mas enfim sentei pra comer, tava lá feliz com a situação, ao menos eu tava comendo e nada mais ia dar errado. Mas nada é tao ruim que não possa piorar.
Começa a música ao vivo. E o cara além de tocar mal escolhe o que pra tocar? Eh... Zeca Baleiro.
Só pra situar o amigo leitor, foi por causa de um show do cara que existiu um namoro com o infeliz que me chutou... twice... primeiro a alguns meses depois de anos e novamente no último fim de semana depois de um casinho em off que só mesmo eu, idiota como sou, acreditei que ia dar em alguma coisa. Bateu aquela felicidade eterna, só que não. Tá de sacanagem né universo? Tanta música breguinha pro cara tocar nesse mundo tinha que tocar justo uma pra estragar a comida?
Fingi que não era comigo, engoli o resto do macarrão e corri pra casa. Graças às forças sobrenaturais nada mais aconteceu.
Impressionante como num curto espaço de tempo pode acontecer tanta coisa errada. Ainda bem que o dia praticamente já acabou.
Pena que o inferno astral esteja só começando.
PS: O fato do dia 12/06 cair no meu inferno astral deve explicar muita coisa. ou não.
12 de junho é uma dessas datas boas pra dar tudo errado. Os meus sempre acabam em desastre, ou algo muito próximo disso. Esse ano não ia ser diferente.
Tava tudo indo bem, nos conformes e previstos até que eu resolvi ir jantar depois do trabalho. Sozinha, sim, porque não? Péssima ideia querer ir a qualquer lugar hoje.
O trânsito aquele inferno e mesmo assim, ignorando os sinais, lá fui eu, naquele supermercado que tem um japonês delícia, crente que iria estar vazio né? Afinal quem vai jantar no supermercado nesse dia?? Não né?? NÉÉÉ??? Não, gente, tava lotado.
Aí eu pergunto: Cadê o bom senso dos machos desse mundo?
Esperei uma boa meia hora até descobrir que tinha pedidos infinitos na frente e provavelmente eu só ia sair de lá amanhã.
Desisti.
Deixa pra um dia que os homens levem suas mulheres pra um motel e não pro japonês do supermercado. Aí procurei dinheiro pro busão e... não tem. Quem inventou que bus não recebe cartão de credito? Bom andei até o banco, tirei o dinheiro e fui pro shopping. Direto pro fast food de massa, que ao menos é bom pra caramba.
Pedido pronto e pago hora de lutar por um lugar pra comer. É revoltante ter que dar 10 voltas na praça de alimentação e praticamente brigar com uma folgada em grupo por um lugar único numa mesa que já tinha um casal do outro lado. Mas o casal foi simpático comigo e me cedeu o lugar já que eu tava a horas com o prato na mão.
Mas enfim sentei pra comer, tava lá feliz com a situação, ao menos eu tava comendo e nada mais ia dar errado. Mas nada é tao ruim que não possa piorar.
Começa a música ao vivo. E o cara além de tocar mal escolhe o que pra tocar? Eh... Zeca Baleiro.
Só pra situar o amigo leitor, foi por causa de um show do cara que existiu um namoro com o infeliz que me chutou... twice... primeiro a alguns meses depois de anos e novamente no último fim de semana depois de um casinho em off que só mesmo eu, idiota como sou, acreditei que ia dar em alguma coisa. Bateu aquela felicidade eterna, só que não. Tá de sacanagem né universo? Tanta música breguinha pro cara tocar nesse mundo tinha que tocar justo uma pra estragar a comida?
Fingi que não era comigo, engoli o resto do macarrão e corri pra casa. Graças às forças sobrenaturais nada mais aconteceu.
Impressionante como num curto espaço de tempo pode acontecer tanta coisa errada. Ainda bem que o dia praticamente já acabou.
Pena que o inferno astral esteja só começando.
PS: O fato do dia 12/06 cair no meu inferno astral deve explicar muita coisa. ou não.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Quando o laço vira nó
Mal amanheceu o dia e eu já sinto a tristeza a me fazer companhia.
Suspeito que ela passou a noite velando minha cabeceira e antes que eu esteja realmente acordada ela se aconchega no meu peito, me enlaça em seus braços e repousa, serena, pra meu desassossego.
É tão insuportavelmente ruim me sentir tão triste tão logo o dia amanhece.
Esse vazio assombroso cavado pelas perguntas que ficaram sem respostas, e pelo mundo de expectativas vazias.
Estou me consumindo aos poucos. Na aflição e na ansiedade de esperar por essa resposta que não vem. Na tristeza de imagina-lá e não querer acreditar no que meu pensamento deduz. Por mergulhar num sentimento que sabia eu era insalubre desde o inicio. Por tentar manter as rédeas de um coração sem limites. Por tentar manter o que me atinge dentro do que posso suportar pois foi tentando não me machucar que me atirei nesse abismo sentimental.
Conviver com a dúvida é a pior coisa que pode acontecer com um ser humano.
Suspeito que ela passou a noite velando minha cabeceira e antes que eu esteja realmente acordada ela se aconchega no meu peito, me enlaça em seus braços e repousa, serena, pra meu desassossego.
É tão insuportavelmente ruim me sentir tão triste tão logo o dia amanhece.
Esse vazio assombroso cavado pelas perguntas que ficaram sem respostas, e pelo mundo de expectativas vazias.
Estou me consumindo aos poucos. Na aflição e na ansiedade de esperar por essa resposta que não vem. Na tristeza de imagina-lá e não querer acreditar no que meu pensamento deduz. Por mergulhar num sentimento que sabia eu era insalubre desde o inicio. Por tentar manter as rédeas de um coração sem limites. Por tentar manter o que me atinge dentro do que posso suportar pois foi tentando não me machucar que me atirei nesse abismo sentimental.
Conviver com a dúvida é a pior coisa que pode acontecer com um ser humano.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
E a conclusão na qual esbarro é que nada de bom pode advir de algo me traz essa gama de sentimentos negativos.
Nada que me faça sentir dessa forma que me sinto agora pode ser algo agradável. E como poderia algo bom me trazer tanta angustia e ansiedade?
Mas começo por admitir que a culpa é mesmo minha, por criar expectativas em relação aos fatos, expectativas essas responsáveis por essa ansiedade que sinto agora. E uma vez de posse das causas somente cabe a mim acabar com o problema, o que significa colocar um ponto final nesta história incompleta e no motivo de tanta aflição.
Cansada de remoer as meias verdades que enxergo e esperar por uma resposta que não vem. Cansada de esperar que decidam por mim. Melhor acolher minhas dores e por fim à essa espera que me consome um pouco a cada hora.
Nada que me faça sentir dessa forma que me sinto agora pode ser algo agradável. E como poderia algo bom me trazer tanta angustia e ansiedade?
Mas começo por admitir que a culpa é mesmo minha, por criar expectativas em relação aos fatos, expectativas essas responsáveis por essa ansiedade que sinto agora. E uma vez de posse das causas somente cabe a mim acabar com o problema, o que significa colocar um ponto final nesta história incompleta e no motivo de tanta aflição.
Cansada de remoer as meias verdades que enxergo e esperar por uma resposta que não vem. Cansada de esperar que decidam por mim. Melhor acolher minhas dores e por fim à essa espera que me consome um pouco a cada hora.
Momento
desabafo,
divagando,
dos porques,
pessoal e intrasferível
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