terça-feira, 15 de junho de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Rá! Morri de inveja do coala agora!domingo, 28 de março de 2010
quinta-feira, 25 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
sábado, 6 de março de 2010
"Darling, give me your absence tonight
Take the shade from the canvas and leave me the white
Let me sink in the silence that echoes inside
And don't bother leaving the light on
'Cause I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul comes a gentle coersion
And I ran my hand over a strange inversion
A vacancy that just did not belong
The child is gone
Honey, help me out of this mess
I'm a stranger to myself
But don't reach for me, I'm too far away
I don't want to talk 'cause there's nothing left to say
So, my darling, give me your absence tonight
Take all of your sympathy and leave it outside
'Cause there's no kind of loving that can make this alright
I'm trying to find a place I belong
And I suddenly feel like a different person
From the roots of my soul comes a gentle coersion
And I ran my hand over a strange inversion
As the darkness turns into the dawn
The child is gone"
[Child is gone, Fiona Apple]
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Um viva pra mim e pra todos os colegas de profissão!
Um pedido na hora de assoprar a velinha?
Mais reconhecimento profissional, de que a saúde de qualidade passa pelas mãos de todos os Prfissionais da Saúde. Da importância do Farmacêutico, conhecedor e capacidado a lidar com a maior arma terapêutica da medicina, Os Medicamentos.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
OBAAAA!!!
Eu não sabia disso, mas adorei descobrir.
Fui dar uma olhadinha nuns livrinhos que queria comprar, e lá estava no site da livraria o banner anunciando. Fui dar uma olhadinha no google-tudo-sabe-tudo-vê e não é que ele disse que é mesmo? Aproveitei a promoção e ainda ganhei o frete grátis. Amei!
Fiquei mega feliz não só pela vantagem econômica né, mas também porque eu AMO os livros. Desde o primário, um dos meus cantinhos preferidos da escola é a biblioteca. Atualmente tenho investido na minha própria. E sim, eu sinto uma alegria desproporcional quando compro um livro novo!
Mas eu sei que nesse país eu sou um caso raro, e acho uma pouca vergonha que a média de leitura do brasileiro seja menos de 2 livros por ano. É triste ver os adolescentes concluírem o 2º grau praticamente semi-analfabetos e ver gente tirando até diploma universitário sem ser capaz de escrever uma redação coerente, pelo menos. E isso porque um país que não valoriza a leitura também não valoriza o saber, a ciência, o aprendizado, não valoriza aquilo que de fato pode fazer uma transformação de verdade no quadro social, não valoriza seu povo, sua história, sua cultura. Numa análise simplista um país que não lê não está apto a evoluir.
Mas nunca é tarde pra se adquirir esse hábito, né? Então vou encerrar o post com o link de um site bacaninha, o Educar pra crescer , da editora Abril, com muitas diquinhas e coisas legais e do Domínio Público , do governo federal, de onde dá pra acessar milhares de obras literárias e até a parte de acesso livre da CAPES.
E boa leitura!!
