sexta-feira, 30 de março de 2007

"O contrário também
Bem que pode acontecer
De uma estrela brilhar
Quando a lágrima cair
Ou então
De uma estrela cadente se jogar
Só pra ver
A flor do seu sorriso se abrir."

... vejo-a riscar o firmamento, bom presságio que ganho como presente pelo meu esforço, por ter sobrevivido a tantos temporais para ver um céu salpicado de estrelas e naquela fração de segundos ter meu coração tomado por esperanças e gratidão. Suave sentimento de recompensa por não ter fugido de minha luta pessoal.
E eu sorrio, um sorriso sincero e absoluto.

quarta-feira, 28 de março de 2007

Eu disse que não queria mais falar sobre isso, principalmente aqui, mas cantar eu posso né?

"Te vejo errando e isso não é pecado
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar
Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícia
Cê acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem

Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante
Tô aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar"

segunda-feira, 26 de março de 2007

Dizem que depois da tempestade vem a calmaria.
Se assim for, eu queria que essa tempestade não passasse nunca,
porque nunca foi tão bom sentir o vento no rosto e deslizar pelas águas revoltas
e me sentir inteira, intensa, tranquila, presente.

Meu querido diário...

"E o hábito de sofrer, que tanto me diverte
é doce herança itabirana"
[Carlos Drummond de Andrade]

Fui à Itabira este fim de semana. A princípio pra assistir à amigos queridos tocando, mas como a vida tem formas fantásticas de nos presentear, decobri que fui lá também para encontrar muitas coisas mais que uma bela cidade e boas pessoas. Mas estes presentes, guardo-os pra mim, posto que este espaço não os comporta e alguns nem podem ser descritos por palavras conhecidas em qualquer idioma.

Quanto à cidade, o que mais me chamou a atenção foi a harmonia com que casarões históricos e prédios modernos convivem pelas ruas do centro histórico, e a tranquila urbanização de outros cantos da cidade, que dão um ar de pequena metrópole ao lugar. Mas o que me seduziu mesmo foi o charme interiorano daquela beleza antiga de dar gosto.

Ainda, pra quem gosta da poesia de Drummond, a cidade se transforma num livro, por onde se pode caminhar, sentindo palavra e imagem. Isto porque, por diversos lugares existem placas com as poesias, especialmente as que fazem referência aos lugares cantados por Drummond em seus versos.

Pena que não tive muito tempo pra conhecer mais coisas da cidade, já que foi uma viagem rápida, com direito a ficar hospedada uma noite em um hotel charmosissímo que já foi casa de Barão. Mas valeu a pena... ah como valeu! Valeu pelas risadas, pelo show, pela companhia, pelos cigarros e pelo macarrão... valeu até pela indiferença à mim dispensada e por todas as lágrimas de raiva que chorei por isso.
Foi um desses momentos bons que fazem a gente deslizar pela vida, em que meu coração estava inteiro, exatamente aonde queria estar.
Batendo feliz no meu peito, vivendo o presente, irrigando um sorriso novo que nem dor pode apagar.
Amore,
EU sou mais eu,
Se vc não é... Azar o seu!

quinta-feira, 22 de março de 2007

Nada como um pouco de bom humor pra melhorar a vida
e se pegar fazendo graça sem qualquer motivo aparente
e sem querer, não se preocupar com ontens ou com amanhãs

terça-feira, 20 de março de 2007

Ciúmes infundados e repentinos...
eita coração que mais parece bomba relógio que não sabe contar o tempo.

segunda-feira, 19 de março de 2007

"São as águas de março fechando o verão,
É promessa de vida no meu coração"

Ser cara de pau é tão bom.
Conhecer pessoas, conversar assuntos bestas sem se preocupar em agradar, se deixar ser expontânea esquecendo as neuras e a timidez infundada, melhor ainda.
Essas coisas, tudo ao mesmo tempo agora, regado a samba, cachaça e fumaça de cigarro num ambiente quente e aconchegante, e depois ver o sol nascer e tomar chuva na cabeça, dessas chuvinhas de fim de verão que fazem a gente olhar pro céu feito besta, grudaram na minha cara um sorriso inabalável, enraizado pelas bandas do coração, e coloriram o dia com novos tons, outros sabores, espectros coloridos de sentimentos bons de não ter fim.
É pau, pedra e não é o fim do caminho,
É água que caiu do céu pra lavar a alma,
Regar essa promessa de vida no meu coração.

Necessidades

Suor, pra expurgar os pecados.
Aurora, pra lembrar que sempre é preciso um novo começo.
Chuva, pra lavar a alma.

sábado, 17 de março de 2007

"Ando tão a flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar"

Queria um abraço apertado, queria amigos que não se esquecem de me ligar, queria um pouco de carinho no meio desse mundo de superficialidades.
Queria um pouquinho, só por um pouquinho, saber que alguem se importa, que existe alguem fora dessa vidinha mais ou menos disposto a estender a mão pra me resgatar, mesmo que só um pouquinho.
Aos poucos as lágrimas vã dando lugar à uma vazia conciencia do presente.
A um existir sem perspectivas, sem planos, sem futuro.

terça-feira, 13 de março de 2007

"A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes,
assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras."

Save me

e de quando em quando a represa emocional acaba transbordando nas orelhas passando desavisadas...

domingo, 4 de março de 2007

"Eu já estou com o pé nessa estrada
Qualquer dia a gente se vê
Sei que nada será como antes, amanhã"

Chega um momento em que temos que dar um passo adiante, rumo ao desconhecido, e torcer pra que nossa luz esteja forte o suficiente pra iluminar o caminho que se abre à frente.
Esta é a hora da mudança, da renovação das atitudes, de fechar portas pra que outras se abram.
Esta noite eu dei muitos passos na direção daquilo que mais temi durante muito tempo.
Nem feliz nem triste. Apenas a sensação amena de estar completamente entregue ao presente.
A mudança veio assim, sem gritos, sem crises. Somente uma conciência se expandindo aos poucos, uma alma reencontrando a si mesma. Se manifestou em um gesto quase cruel.

Hoje só o vazio do presente, sem nem mesmo a ânsia do que há por vir.

quinta-feira, 1 de março de 2007

Tem horas que dá vontade de enfiar a cabeça na privada e dar descarga...