sexta-feira, 26 de julho de 2013

Hoje o céu ganhou mais uma estrela e nós aqui na terra mais uma saudade.

Vai em paz Vô Chico, que os bons espíritos te acompanhem e te amparem. Que sua nova morada seja de paz e luz, bem pertinho de Deus.


Hoje, dia dos avós, eu tive a triste missão de me despedir de mais um dos meus.
Ter avós é uma dádiva, e eu tive o privilégio de ter tido todos os meus perto de mim, de ter crescido na companhia deles e ter recebido todo carinho e amor que os avós são capazes de dar.
Hoje mais uma das minhas raízes nessa terra se foi, e é como se eu tivesse enterrado também um pedaço da minha infância, uma parte viva das minhas memórias e da minha história.
E apesar dos laços de amor não se desfazerem nunca a ausência física deixa um vazio desconcertante, uma saudade antecipada que dói.

Meu avô, como todo avozinho nessa terra, apesar de meio sisudo era só amor com os netos e com sua simplicidade quase rude e seu coração bondoso, fazia a alegria das minhas tardes de domingo. A ele tenho muito que agradecer por ter construído pra mim e para os meus uma família tão boa, mesmo com todos os problemas que as famílias tem, temos algo muito mais importante, uns aos outros.

A saudade, a lembrança e o amor vão seguir sempre comigo.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Vinte e nove

Eu sempre escolho uma musica pra marcar meus aniversários. 
Algo que vá me lembrar no futuro de como andavam as coisas naquele ano.
E a música dos 29 não podia ser outra. 

"Perdi vinte em vinte e nove amizades
Por conta de uma pedra em minhas mãos
Me embriaguei morrendo vinte e nove vezes
Estou aprendendo a viver sem você
(Já que você não me quer mais)

Passei vinte e nove meses num navio
E vinte e nove dias na prisão
E aos vinte e nove, com o retorno de Saturno
Decidi começar a viver.
Quando você deixou de me amar
Aprendi a perdoar
E a pedir perdão.
(E vinte e nove anjos me saudaram
E tive vinte e nove amigos outra vez)"

domingo, 7 de julho de 2013

29

Eu nunca tive um inferno astral tão inferno quanto esse.
Talvez seja por causa do retorno de Saturno, ou pela iminência dos temidos 30 e toda carga de cobranças internas e externas que chegam com essa idade.

O mundo aparentemente ruiu sob os meus pés.

Meu país está um caos (não, não por causa das manifestações mas de tudo que as levaram a acontecer), meu emprego é o que dá pra ter, meu salário é uma vergonha e na área profissional que atuo hoje as perspectivas de que isso mude são ínfimas.
Com isso meus sonhos e planos pessoais são constantemente adiados ou impossibilitados. As pernas que me permitem ter são curtas pra alcançar um patamar satisfatório ainda que ele não esteja a tantos passos de distancia assim.

E isso nunca me deixou tão insatisfeita quanto agora.

E como se isso fosse pouco, o departamento que mais me importa e afeta nessa vida, os sentimental, ainda esta em frangalhos.

Meu coração foi exaustivamente partido em pouco tempo.
Eu estive por um ano e meio tentando construir um relacionamento com uma uma pessoa que por diversas vezes desrespeitou meus sentimentos, e se utilizou deles pra dobrar minha vontade, pra me fazer desistir ate do meu orgulho próprio e autoestima, pra no fim das contas me descartar como se nada fosse. Uma pessoa que não quis ficar, que não respeitou quando eu quis ir embora, que a cada vez que me viu feliz me agarrava de volta e me fazia continuar presa nos meus sentimentos por ele, que agiu de forma egoísta sempre me fazendo andar na berlinda pra não o machucar, mas que nunca receou em ferir meu coração. Uma pessoa com quem um dia eu construí uma historia de amor que acabou sendo a arma que tanto me machucou num epílogo triste e desnecessário.

E a vida não poderia me parecer mais vazia e sem sentido. Como se eu tivesse passado os últimos anos plantando sementes em solo infértil.

É inverno lá fora e aqui dentro.
Os dias são tristes, as noites insones, o tempo livre vazio, o otimismo e a alegria estão distantes.

Se Saturno veio pra pra destruir até os alicerces eu só espero que sua mão também traga os meios pra uma construção nova e melhor.