sexta-feira, 20 de setembro de 2013
terça-feira, 17 de setembro de 2013
"a camila voltou.
a camila estava namorando. namorou por anos um babaca. muitos anos. um babaca que chamava seio de teta e que gritava muito. um babaca que a fez acreditar que ela precisava de aval pra existir. um babaca, um mentiroso, um dos piores covardes. um babaca machista disfarçado de moderninho.
um babaca que acabou com sua auto-estima, acabou com seu poder, acabou com sua vontade.
mas ela é a camila, ninguém deixa a camila no chão.
então ela voltou.
toda cagada, mancando, renga, triste, perdida.
e vai ter que encontrar quem ela é de novo.
de mulher dele a mulher de ninguém; assim é bem melhor. a camila da camila.
sofreu, a camila. sofreu muito. vai sofrer mais. vai tirar onda da cara do sofrimento e desvirar do avesso, que essa é a especialidade dela. e vai se empoderar de novo, porque ela é a camila.
ninguém deixa a camila no chão.
nem você, cuzão. nem você.
a camila não tá pra brincadeira."
[by Clara Averbuck]
terça-feira, 11 de setembro de 2012
"Quando você achar um namorado você vai ficar feliz, mas entre o ficar e o ser feliz, existe um longo caminho. Caminho no qual você terá que lembrar todo dia o que é cultivar um relacionamento. E isso pode parecer batido e antigo, mas é a pura verdade. Porque assistir filme toda sexta-feira cansa, transar na mesma posição enjoa, ver o outro com “roupa de ficar em casa” faz perder todo o encanto, dar beijo com bafo de acabei de acordar só é lindo no primeiro mês, ter que ir à festinha de aniversário da sobrinha dele em pleno sábado faz você sonhar com a balada. E aí, se não você não souber cultivar, se você não souber sair da rotina, se você não souber inovar, minha amiga, seu namoro estará fadado ao fracasso."
fragmento desse texto aqui !
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
domingo, 26 de agosto de 2012
De Leo Jaime.
Procuro mais uma vez e nada. Vampiros são assim. Aqueles que fazem cirurgia para emagrecer também: não se acham no espelho. Fico pensando em que categoria me classifico. Não vejo o meu rosto, não escuto a minha voz, não faço a menor idéia de onde fui parar, mas estou ali, onde deveria, refletido. Belisco e nada sinto. Estou acordado.
Seria essa a imagem de Deus: uma presença sentida ou intuída e ao mesmo tempo improvável e imaterial?Talvez fosse isso o que queriam dizer com imagem e semelhança: a falta de imagem e a dessemelhança a misturar todos os rostos em rosto nenhum. A onipresente não-presença. A ausência é diferente do estranhamento. Não sou um estrangeiro em mim mesmo, sou um náufrago perdido num mar de possibilidades. Uma interrogação cercada de silêncio por todos os lados.
Confundo Manet com Monet e nunca sei direito as datas ou cifras ou os compositores dos clássicos. Sei e depois não sei mais. Dou seta pra entrar na garagem, acho a humanidade inteira muito esquisita mas gosto de observá-la. Não sei o que eu quero, nem para onde vou, nem tenho uma proposta viável e cabível para a minha ou a vida de qualquer um.
Sou invisível. Condenação ou um dom? Sinto a dor medíocre e legítima dos comuns. Amargo todas as desilusões vitoriosamente. Este tem sido o meu maior
trunfo: continuar sem nenhum motivo aparente, como um personagem em busca de um criador.
Olho o povo andando apressado na metrópole e vejo que houve um garoto que lia e se emocionava. E que não lembra de nada ou quase nada.
As roupas não são nunca as ideais, os lugares, as opiniões, o mundo. Indago se Deus tem um plano armado ou está improvisando. No entanto, sei que não posso deixar a consciência, ou a falta dela, fazer mal ao que de alguma forma se mantém funcionando.
Olho as portas entreabertas dos armários. Não gosto de portas pelo meio do
caminho: melhor fechadas ou abertas. Algo deveria ser dito e eu não digo.
Flertando com a insanidade. Sem dramas, sem surpresas, sem final feliz.
Não me acho no espelho mas algo me diz que há alguém ali. Nunca consigo saber quem.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
[Caio Fernando Abreu]
domingo, 18 de setembro de 2011
“Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso é tão importante deixar certas coisas irem embora, soltar, desprender-se. As pessoas precisam entender que ninguém está jogando com cartas marcadas, às vezes ganhamos e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.”
quinta-feira, 9 de junho de 2011
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Rá! Morri de inveja do coala agora!sexta-feira, 12 de março de 2010
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos
e a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora.
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado.
A ler jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado.
A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa.
E a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem.
E a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
Às bactérias da água potável.
A contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães,
a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo
e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se
da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta,
de tanto acostumar, se perde de si mesma.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
OBAAAA!!!
Eu não sabia disso, mas adorei descobrir.
Fui dar uma olhadinha nuns livrinhos que queria comprar, e lá estava no site da livraria o banner anunciando. Fui dar uma olhadinha no google-tudo-sabe-tudo-vê e não é que ele disse que é mesmo? Aproveitei a promoção e ainda ganhei o frete grátis. Amei!
Fiquei mega feliz não só pela vantagem econômica né, mas também porque eu AMO os livros. Desde o primário, um dos meus cantinhos preferidos da escola é a biblioteca. Atualmente tenho investido na minha própria. E sim, eu sinto uma alegria desproporcional quando compro um livro novo!
Mas eu sei que nesse país eu sou um caso raro, e acho uma pouca vergonha que a média de leitura do brasileiro seja menos de 2 livros por ano. É triste ver os adolescentes concluírem o 2º grau praticamente semi-analfabetos e ver gente tirando até diploma universitário sem ser capaz de escrever uma redação coerente, pelo menos. E isso porque um país que não valoriza a leitura também não valoriza o saber, a ciência, o aprendizado, não valoriza aquilo que de fato pode fazer uma transformação de verdade no quadro social, não valoriza seu povo, sua história, sua cultura. Numa análise simplista um país que não lê não está apto a evoluir.
Mas nunca é tarde pra se adquirir esse hábito, né? Então vou encerrar o post com o link de um site bacaninha, o Educar pra crescer , da editora Abril, com muitas diquinhas e coisas legais e do Domínio Público , do governo federal, de onde dá pra acessar milhares de obras literárias e até a parte de acesso livre da CAPES.
E boa leitura!!
