...e então que foi assim, com uma mensagem evasiva, quase reticente que a ficha caiu.
"Ele não quer. Não mais."
A conclusão, óbvia pro resto do mundo mas tão difícil pra mim, enfim é essa mesmo.
Se ele não é um babaca, e nem um covarde, então não tem mesmo outra explicação possível. Ninguém, por mais perdido que esteja, precisa de tanto tempo pra decidir se a companhia de alguém é interessante o suficiente pra quere-la.
Esse medo de um comprometimento nunca foi parte dele. Ele nunca se refutou a assumir todos os espaços que ocupávamos antes, como um par. Então me resta apenas a opção de acreditar que não se trata de medo, mas sim de ausência de vontade.
Sabe como?
Não é exatamente uma descoberta agradável, não é uma dessas que trás alivio ou sossego. Não não. Esta mais para um exercício infinito de paciência, coisa que me faltam baldes, do qual eu não vou gostar nem um pouco. Mas determinação é meu segundo nome, amigo, ainda que minha auto indulgencia viva me sabotando e mesmo que meu coração bobo acredite sempre que da próxima vez vai ser diferente.
Essa ausência de um ponto final contundente vai me fazer ter muitas crises de ansiedade ainda, e passar dias e noites esperando por um telefonema ou mensagem que não vem. Vai abrir frestas pra minha indulgencia me fazer acreditar que tudo bem, só dessa vez, não vai me fazer mal. Essa sensação de reticências dói como um grande abismo. E eu vou precisar de coragem pra viver um dia de cada vez sem morrer ao fim de cada um.
Até que um dia desses o tempo vai passar e aí o que não foi não é. Nem será.

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