sábado, 28 de março de 2009




"Nenhum aquário é maior do que o mar

Mas o mar espelhado em seus olhos

Maior, me causa um efeito

De concha no ouvido, barulho de mar

Pipoco de onda, ribombo de espuma e sal"

[Trecho de "A Rede", Lenine]

quinta-feira, 26 de março de 2009

aproveitando o assunto do post logo abaixo, e aproveitando também meu amor pela dança... Fica a Dica!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sorte de hoje: A dança é a linguagem oculta da alma

terça-feira, 24 de março de 2009

... isso que dar considerar demais sentimentos alheios e micharia....
Tô frustrada.

domingo, 22 de março de 2009

Essa eu recebi por e-mail, achei foda. Vale a pena olhar.

A CIA publicou uma foto de 1474 (hum mil quatrocentos e setenta e quatro), isso mesmo, 1474 megapixels (ou 1,47 terapixels) tirada na posse do Obama.
Experimente o zoom, dá pra ver AQUI o rosto de cada pessoa que foi à comemoração.

domingo, 8 de março de 2009

Todas as vidas
Cora Coralina

Vive dentro de mim
uma cabocla velha
de mau-olhado,
acocorada ao pé do borralho,
olhando pra o fogo.
Benze quebranto.
Bota feitiço...
Ogum. Orixá.
Macumba, terreiro.
Ogã, pai-de-santo...

Vive dentro de mim
a lavadeira do Rio Vermelho,
Seu cheiro gostoso
d’água e sabão.
Rodilha de pano.
Trouxa de roupa,
pedra de anil.
Sua coroa verde de são-caetano.

Vive dentro de mim
a mulher cozinheira.
Pimenta e cebola.
Quitute bem feito.
Panela de barro.
Taipa de lenha.
Cozinha antiga
toda pretinha.
Bem cacheada de picumã.
Pedra pontuda.
Cumbuco de coco.
Pisando alho-sal.

Vive dentro de mim
a mulher do povo.
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.

Vive dentro de mim
a mulher roceira.
– Enxerto da terra,
meio casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.

Vive dentro de mim
a mulher da vida.
Minha irmãzinha...
tão desprezada,
tão murmurada...
Fingindo alegre seu triste fado.

Todas as vidas dentro de mim:
Na minha vida –
a vida mera das obscuras.

domingo, 1 de março de 2009


Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém.
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível:
com ele se entretém
e se julga intangível.
Eu sei que a
Humanidade é mais gente do que eu,
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito,
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu,
não pesa num total que tende para infinito.
Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo,
nesta insignificância, gratuita e desvalida,
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.